Asleep

Mês

maio 2012

Apr 30, 2012245 notes
“De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos.” —Fernando Pessoa (via feitadevazios)
Apr 30, 2012101 notes

abril 2012

“Salve-se quem quiser, perca-se quem puder!” —Paulo Leminski  (via azulejar-o-ceu)
Apr 30, 20121,048 notes
“Eu só queria que uma vezinha só - não precisava ser o tempo todo, não precisava ser pra sempre - alguma coisa durasse até o fim. Até o fim mesmo. Como quando a gente chupa um picolé até só restar o palito, ou se lambuza de torta até só sobrar o guardanapo manchado, ou como a garrafa de vinho que no fim é só garrafa, sem vinho. Não quero essas gotas em mim sem serventia, perdendo o sabor. Não quero mais essa sensação estranha de que faltou coisa pra dizer, pra viver, pra sentir. Quero alguém que fique no cinema comigo até os créditos finais do filme, sabe? E nem tô falando só de amor…” —Clara D. (via azulejar-o-ceu)
Apr 30, 2012204 notes
“Não fazia perguntas. Adivinhava que não há respostas. Era lá tola de perguntar? E se receber um “não” na cara? Talvez a pergunta vazia fosse apenas para que um dia alguém não viesse a dizer que ela nem ao menos havia perguntado. Por falta de que lhe respondesse ela mesma parecia se ter respondido: é assim porque é assim. Existe no mundo outra resposta? Se alguém sabe de uma melhor, que se apresente e a diga, estou há anos esperando.” —(Clarice Lispector)
Apr 30, 2012282 notes
Apr 30, 201244,060 notes
“Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha…
Depois, de cada vez que me mataram
Foram levando qualquer coisa minha…
E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada…
Arde um toco de vela, amarelada…
Como o único bem que me ficou!
Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Ah! Desta mão, avaramente adunca,
Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada!
Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz do morto não se apaga nunca!”
—Mário Quintana  (via abismoespargido)
Apr 30, 2012337 notes
“Cristina Serra: Por que você gosta tanto de escrever à noite?
Quintana: Sou um lobisomem da poesia. Escrevo de meia-noite em diante, até às três ou quatro horas. Às vezes, a poesia vem nas ocasiões mais impróprias e eu tomo nota do relâmpago num papelzinho; outras vezes, me esqueço pelo caminho. Se eu não esqueço, escrevo à noite, no silêncio. À noite, a gente só é visitado por fantasmas e eles são silenciosos…”
—Mario Quintana  (via azulejar-o-ceu)
Apr 30, 2012390 notes
Apr 30, 20121,757 notes
“Ela não sabe
Quanta tristeza cabe numa solidão
Eu sei que ela não pensa
Quanto a indiferença
Dói num coração
Se ela soubesse
O que acontece quando estou tão triste assim
Mas ela me condena
Ela não tem pena
Não tem dó de mim”
—Vinicius de Morais (via borbulhar)
Apr 30, 2012208 notes
Apr 30, 20123,598 notes
Apr 30, 201289,653 notes
“O inferno está vázio, os demônios estão aqui.” —William Shakespeare  (via bordejar)
Apr 29, 201235,347 notes
Pétalas → pe-ta-las.tumblr.com
Apr 29, 2012
Apr 29, 2012200,540 notes
Apr 29, 20122,533 notes
Apr 29, 20123,769 notes
“Vamos, não chores. A infância está perdida, a mocidade está perdida. Mas a vida não se perdeu. O primeiro amor passou, o segundo amor passou, o terceiro amor passou. Mas o coração continua. Perdeste o melhor amigo, não tentaste qualquer viagem, não possuis carro, navio, terra. Mas tens um cão. Algumas palavras duras, em voz mansa, te golpearam. Nunca, nunca cicatrizam. Mas, e o humour? A injustiça não se resolve. À sombra do mundo errado murmuraste um protesto tímido. Mas virão outros. Tudo somado, devias precipitar-te, de vez, nas águas. Estás nu na areia, no vento… Dorme, meu filho.” —Carlos Drummond de Andrade (via desalinhar)
Apr 29, 20127,258 notes
“Outro dia, fiquei pensando no mundo sem mim. Há o mundo continuando a fazer o que faz. E eu não estou lá. Muito estranho. Penso no caminhão do lixo passando e levando o lixo e eu não estou lá. Ou o jornal jogado no jardim e eu não estou lá para pegá-lo. Impossível. E pior, algum tempo depois de estar morto, vou ser verdadeiramente descoberto. E todos aqueles que tinham medo de mim ou me odiavam vão subitamente me aceitar. Minhas palavras vão estar em todos os lugares. Vão se formar clubes e sociedades. Será nojento. Será feito um filme sobre a minha vida. Me farão muito mais corajoso e talentoso do que sou. Muito mais. Será suficiente para fazeros deuses vomitarem. A raça humana exagera em tudo: seus heróis, seus inimigos, sua importância.” —O mundo sem mim, Charles Bukowski (via balburdiar)
Apr 29, 20123,317 notes
Apr 29, 201298 notes
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